Corda Bamba

CD €12,00

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1 - Vertigem

2 - Mondego


John Dikeman - saxofone tenor,

Luís Vicente - trompete,

Hugo Antunes - contrabaixo,

Alexander Hawkins - piano,

Roger Turners – bateria.


Toda a música por: J. Dikeman, L. Vicente, H. Antunes, A. Hawkins and R. Turner.

Gravando em Salão Brazil (Coimbra, Portugal)

Mixado e Masterizador por
João P. Miranda

Graphic Design
Joana Monteiro

Produção Executiva
JACC - Jazz ao Centro Clube 


Corda Bamba é o primeiro projeto colaborativo entre John DIkeman (saxofone tenor), Luís Vicente (trompete), Roger Turner (percussão), Alexander Hawkins (piano) e Hugo Antunes (contrabaixo), resultante de uma residência artística em Coimbra organizada pelo Jazz ao Centro Clube. Com todas as valências para estar na discussão de um dos melhores discos do ano, a JACC Records apresenta no seu 36º lançamento em dezembro de 2019 uma vontade destes músicos voltarem às raízes e à tradição original da “new thing”, numa iniciativa de Hugo Antunes para a partir desta tradição se forjar uma leitura atual - e é desta abordagem surge o grande destaque que este Corda Bamba merece.

Rui Eduardo Paes, que escreveu sobre o disco na jazz.pt, descreve o disco com rasgados elogios:

“[...] em vez de se adoptar uma linguagem mediada, referenciando-se por exemplo Albert Ayler através de Mats Gustafsson, o que encontramos são alusões directas aos pioneiros – em certas ocasiões até mais do que isso, tantas são as citações de temas históricos ou os mimetismos estilísticos. É assim que, logo nos primeiros minutos do disco, ouvimos um ou outro eco de Archie Shepp no sax de Dikeman e de Don Cherry no trompete de Vicente em estruturas que nos remetem para o John Coltrane tardio. Esta revisitação das raízes só não é revisionista e nostálgica, ao contrário de muito do que se vai fazendo com os rótulos “free jazz” e “bebop”, porque não se contenta com reproduzir modelos. A bateria de Turner constrói intricadas texturas como plataforma de base e como envolvimento que pouco ou nada têm que ver com o jazz propriamente dito, desviando o eixo para a livre-improvisação europeia. O piano de Hawkins fura as construções com motivos pilhados à música contemporânea e a outros jazzes que não o free ou o modal. Inclusive, cada um dos elementos do quinteto coloca-se num plano à parte (com Antunes a funcionar como insolúvel cola), intencionando convergências por meio da contradição seja no tempo escolhido, no tipo de materiais utilizado ou no registo expressivo (p. ex., um fraseado introspectivo numa situação particularmente intensa). Para apanharmos tudo isto é aconselhável uma escuta repetida e que exponha as várias camadas, porque há sempre uma pérola a esconder-se no turbilhão.”

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